"Apesar de desde os 12 anos praticar muay thai e jiu-jítsu, lutas marciais que queimam um monte de calorias, nunca consegui perder peso porque comia para valer", confessa Karin. A garota, que já nasceu gordinha, com 4 quilos, transformou salgadinho, doce e biscoito em sua diversão predileta - não vivia sem esses companheiros. Aos 15 anos, atingiu o peso máximo, 69 quilos, e o problema começou a incomodá-la de verdade. Um dia chegou a bater numa menina do colégio quando ela a chamou de gorda. Foi daí que decidiu se matricular no jazz, mas quem disse que freqüentava as aulas: "Eu ficava na lanchonete comendo tranqueiras". Continuou se enganando assim até que um dia o professor de jiu-jítsu deu um toque que mexeu com a moça. Disse que comendo daquela maneira ela jamais deixaria de ser gordinha. "Larguei a esfiha na hora e jurei que ia mudar de vida." Karin tinha demorado a tomar uma atitude, mas, quando decidiu, foi radical. Reduziu drasticamente a quantidade de comida, cortou de vez doce, fritura e refrigerante. "Antes, tomava quase 1 litro por dia. Tive de fazer promessa para conseguir largar esse vício." Foram três meses comendo só legume, verdura, fruta, grelhado e alimentos integrais, muito bem distribuídos em refeições a cada três horas. Karin passou a malhar mais: além das aulas de jiu-jítsu ou muay thai, fazia spinning todos os dias e musculação duas vezes por semana. Na reta final, ainda encarou uma dieta à base de sopas por uma semana para perder os últimos 3 quilos. "Coloquei na cabeça que sou mais forte do que a comida e que não preciso de alimentos calóricos e gordurosos para sobreviver. Não existe prazer maior do que me olhar no espelho e ficar feliz com o que vejo."