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“Fiquei imensa na gravidez. Emagreci dançando”

por Marjorie Umeda

Minha filha, de 1 ano e 2 meses, nasceu nos Estados Unidos. Foi lá também que passei a minha gestação inteira e engordei 25 quilos. Diferentemente do que acontece aqui no Brasil, onde os médicos normalmente ficam atentos ao peso das mamães, lá eu engordei tudo isso e, veja, minha médica nunca disse para eu controlar a balança. Sabia a importância de uma boa alimentação, mas, vou ser sincera, em um país diferente, sem um médico pegando no meu pé e com toda a ansiedade das mães de primeira viagem, acabava comendo mais do que o necessário. Meu parto não foi dos mais fáceis e passei um susto tremendo com a minha filhinha, que precisou ficar internada por uma semana. Era muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e não tinha cabeça para pensar em quilos a mais. Depois, como amamentar queima muita caloria, eu realmente não estava preocupada. Porém, em dois meses, meu leite secou. Quando minha filha completou 6 meses, me caiu a ficha: eu ainda estava 20 quilos acima do meu peso, não estava mais grávida, e precisava fazer algo urgente para
emagrecer.

Primeiro, fiquei navegando na internet como louca, atrás de uma dieta instantânea, uma descoberta fantástica ou alguma coisa milagrosa que pudesse acabar de uma hora para outra com o meu excesso de peso. Comecei a perceber que passava as tardes no computador em vez de brincar com a minha filha. Além da tristeza de estar gorda, também ficava culpada... O segundo passo foi trocar experiências com outras mães e descobri que muitas só conseguiam perder peso com remédios – algumas, acredite, até paravam de amamentar para tomar bola. Confesso que fiquei tentada, mas resisti. Tinha certeza de que, se partisse para os remédios, desperdiçaria a oportunidade de descobrir uma força incrível dentro de mim e recuperar minhas formas. Tanta gente consegue, por que eu não? Achava que o ideal seria comer com equilíbrio – e eu já estava fazendo isso – e começar uma atividade física. Mas, na realidade, era difícil cumprir esse programa. Nos Estados Unidos, não tinha uma babá, nem mãe, nem sogra, nem ninguém que pudesse olhar a minha filha enquanto eu malhava. Era uma situação complicada, mas não entreguei os pontos.

Me lembrei da dança. Já havia feito 11 anos de balé e decidi que dançaria diariamente, uma hora por dia. Ligava o som e dançava, com minha filha no colo, se fosse preciso. Além de começar a emagrecer, fui me sentindo mais feliz a cada dia – estava retomando uma atividade que me dava prazer. Em seis meses, perdi 15 quilos. Ainda faltam os 5 últimos, que devo emagrecer em pouco tempo. Assim como eu pensava, essa foi uma chance de encontrar a minha força e de redescobrir o prazer de dançar.

trilha sonora para detonar calorias

Poeira (Ivete Sangalo)
Hips Don’t Lie (Shakira)
Mais que Nada (Sérgio Mendes/ Black Eyed Peas)
Dancing Days (Frenéticas)
O Que É, o Que É (Gonzaguinha)
Tenho (Sidney Magal)
Amanhã é Domingo, Menina (Daniela Mercury e Skank)
Garota Nacional (Skank)
A Estrada (Cidade Negra)

Fotos: Fabio Mangabeira. Produção: Giu Rocha. Cabelo e Maquiagem: Camila Adi / BLZ.
Locação: Epaço 10X21. Top Triya, regata Hi&Lo e calça Bayard.


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