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“Só emagreci depois que me chamaram de gorda”

por Marjorie Umeda

Passei o Carnaval de 2006 na praia. Quando estava tomando sol, tranqüila, de biquíni, um amigo da minha irmã disse que eu seria muito mais feliz com uns quilos a menos. Fiquei chateada, aquilo mexeu comigo e resolvi que faria de tudo para emagrecer. Estava 8 quilos acima do meu peso normal, excesso que ganhei depois de me casar – sempre testava uma receitinha nova ou preparava um jantar especial, seguido de sobremesa. Assim, passei do manequim 40 para o 42. Quando esse número ficou apertado, descobri as batinhas e continuei engordando até vestir manequim 44. Sou alta, por isso demorei para perceber que estava gordinha. Como o processo foi lento, acho que, se não recebesse o toque desse amigo, talvez continuasse acima do peso até hoje. Já que tinha acabado de perder o emprego, decidi adiar a procura de outro trabalho: a prioridade era cuidar do meu corpo. Fiz matrícula na academia e visitei uma endocrinologista. Eu tinha a opção de fazer dieta ou tomar remédio. Fiquei com medo do efeito do medicamento e preferi controlar o cardápio. Cortei doce, refrigerante, todos os excessos. Só que o cardápio era rigoroso demais: passava muita fome e me sentia fraca. Pedi que revisse a dieta, afinal, malhava todo dia — ela incluiu mais carboidrato no menu. Acabei me apaixonando por spinning, conquistei o corpo que queria e mais: descobri o prazer de malhar e a vantagem de comer direito. Agora sei que posso voltar a trabalhar, pois nada vai alterar minha disciplina e dedicação.

malhação que funciona

Viviane se exercita de segunda a sexta-feira.
• Localizada e step três vezes por semana.
• Spinning duas vezes por semana.

Quando consegue, também vai à academia no sábado, encarar pela terceira vez na semana sua atividade predileta: spinning.

no cardápio, até pizza

Normalmente, Viviane e o marido encontram os amigos no rodízio de pizza – uma tentação. Antes, comia cinco pedaços e ia para casa estufada. Agora, ela põe em prática uma técnica própria para saborear, no máximo, duas fatias. “Como muito devagar, converso bastante e fico enrolando com a pizza no meu prato. Quando meus amigos já estão no terceiro pedaço eu ainda não terminei o primeiro. Assim, aproveito melhor o sabor, coloco a conversa em dia e não saio da mesa empanturrada”, explica.


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