Comecei a engordar no final do colegial. Não fazia atividade física, sempre fui louca por doce e comia demais. Tomava um pote de sorvete de 2 litros enquanto assistia a um filme. Se não tinha sorvete, devorava uma caixa de bombons. Cheguei a pesar 68 quilos.
No segundo ano da faculdade, decidi que ficaria magra como minhas amigas. Fiz várias dietas malucas, perdia peso, sim, mas recuperava com muita rapidez. Durante toda a faculdade, vivi um efeito sanfona de 10 quilos, ora para mais, ora para menos. Mesmo quando estava na minha melhor fase, pesava uns 8 quilos a mais do que desejava. Depois de um ano de formada, comecei a enxergar uns pontinhos pretos em tudo – nessa época, pesava uns 59 quilos.
Procurei um médico e descobri que estava com o colesterol altíssimo, quase 400 (o ideal seria menos do que 200). O médico me assustou dizendo que, se eu não controlasse o colesterol imediatamente, precisaria tomar remédios para sempre. Recebi uma dieta que deveria fazer por um mês e retornar ao médico. Segui o cardápio à risca e mudei radicalmente meus hábitos alimentares. Troquei o arroz, o pão e o macarrão branco pelo integral, passei a comer fruta, verdura e legume e cortei o excesso de doce e gordura. Comecei a emagrecer de verdade já no primeiro mês.
Quando voltei ao médico, ele ficou feliz com o resultado dos exames. Animada, segui fazendo o cardápio. Em três meses, perdi 10 quilos, e o meu colesterol voltou ao normal. Nunca mais engordei nem tive problema de saúde – isso faz quatro anos. Passei também a freqüentar uma academia de ginástica e ganhei formas mais bonitas. Depois que aprendi a me alimentar, sei que minha mudança é para valer.
viva a malhaçãoAmanda emagreceu principalmente com a reeducação alimentar. Mas a atividade física serviu para deixar as curvas mais bonitas e ampliar o cardápio.“Nunca mais voltei a comer tanto doce como antes, mas já que faço jump (aula na cama elástica) e body pump diariamente, não vivo só de salada. Posso jantar uma pizza ou uma massa com meu marido de vez em quando sem peso na consciência nem na balança”, conta.